Luiz Roque nasceu em Cachoeira do Sul (1979). Vive e trabalha em São Paulo. Usa filme, vídeo, fotografia e neon em suas obras. Seu trabalho tem sido mostrado individualmente em lugares como Paço das Artes (São Paulo, 2008) e Ateliê Subterrânea (Porto Alegre, 2009) e em coletivas como Abre Alas (A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2010) e Video Links Brazil (Tate Modern, Londres, 2007). Seu vídeo Projeto Vermelho recebeu o prêmio FIAT (2006) e foi exibido na 12a. Biennnial de L’image en Mouvement (CIC, Genebra, 2007). Em 2010 participa da mostra inaugural da Fundação Vera Chaves Barcellos, Silêncios & Sussurros (Viamão, RS). Recebeu por duas vezes a bolsa Talent Campus (Universidade del Cine, Buenos Aires, 2005 e Berlinale, Berlim, 2007)
Luiz Roque
Os filmes de Luiz Roque sustentam uma posição de ambiguidade, entre a paródia e o elogio. Rodados em super-8, eles utilizam o repertório e a linguagem de filmes antigos, dos primórdios do cinema. A foto Das Monster, feita pelo artista para o projeto no Ateliê 397, é um still de um desses filmes do artista, que leva o mesmo título. A foto mostra uma pessoa caminhando, rosto e corpo cobertos por um longo tecido, em meio a uma paisagem montanhosa e enevoada. Ao mesmo tempo em que há algo cômico nesse retrato do “monstro - fantasma” e na referência à paisagem sombria, tão recorrente nos filmes do expressionismo alemão, a foto não para de nos seduzir. Por mais fetichizados que esses elementos possam parecer (eles hoje claramente deixaram de ter um estatuto cult e se tornaram clichês da indústria cultural), há no trabalho algo poético que resiste.

 

Das Monster, 2010 - ampliação fotográfica a partir de filme positivo Super-8 -25 x 45 x 34 cm -edição de 40